Imprensa promove campanha difamatória contra Movimento dos Atingidos por Barragens
.No último dia 16, os jornais Correio Braziliense e Estado de Minas publicaram matéria mentirosa intitulada 'Ameaça de blecaute investigada', na qual o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é acusado de planejar uma ação contra a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo esses jornais, a ação do movimento resultaria na “falta de energia para metade do país". Movimento responde aos ataques. Do MAB, julho de 2006


Os representantes do MAB emitiram uma nota, indignados e surpresos com a notícia veiculada pelos jornais. Para o movimento dos atingidos esse tipo de noticiário criminalizante é resultado da pressão das empresas privadas do setor elétrico brasileiro para desviar a atenção da opinião pública da absurda alta de preços da energia elétrica e para não aceitarem a redução de 40% dos preços para quem consome até 200kwh/mês.

Os estudos do MAB revelam, ainda, que:

• De 1995 a 2002 a tarifa de energia elétrica residencial aumentou mais de 180%, enquanto o IPC (índice que mede a inflação) teve aumento de 58%.
• O imposto da tarifa de energia em Minas Gerais – ICMs - é de 30%  um dos  mais altos  do Brasil.
• As empresas consomem muito mais energia e pagam um preço menor por conta dos subsídios do governo. Já a população consome menos e paga mais.
Além disso, estranhamente não aparece na reportagem os seguintes dados em relação a Cemig: 
• Considerada uma empresa estatal, a CEMIG é, na verdade, 76% privada.
• 59% da energia da CEMIG vai para as indústrias. Por  66 reais o megawatts (para os consumidores livres). Apenas 17% da energia vai para as famílias, por um preço que pode chegar até o absurdo de 620 reais o megawatt. Ou seja, o povo de Minas Gerais paga 10 vezes mais que as empresas mais ricas do Estado.
• Uma prova dos altos preços nas contas de luz cobradas em Minas Gerais são os  2 bilhões de reais de lucro da CEMIG em 2005.
• Com a construção das barragens de Aimorés e Funil (com participação da CEMIG), muitas famílias ficaram sem casa, sem terra para trabalhar e sem indenização.
Com base nesses motivos, o MAB anuncia que pretende continuar a jornada de lutas em todo o país para denunciar as injustiças que envolvem o alto preço da conta de luz e o atual modelo energético brasileiro.

Reivindicações do Movimento

•  Isenção de tarifa (gratuidade) de 100 kwh para as famílias de baixa renda; 
•  Igualdade de preço da energia entre grandes indústrias e famílias (significa diminuir em mais de 5 vezes o valor da tarifa atual).
• O cumprimento imediato da decisão judicial que dá direito à tarifa social para aqueles que consumirem até 200 kwh/mês.
• Garantia dos direitos dos atingidos por barragens em todo o Brasil.
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Saiba mais em www.mabnacional.org.br. Contatos com o Movimento dos Atingidos por Barragens / E-mail: atingido@uai.com.br ou tel: (31) 3817-4927
 
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Rede Nacional de Jornalistas Populares - Renajorp

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